quinta-feira, 23 de junho de 2011

Conspiracy Connect – chega à Internet a Primeira Rede Social do Hip-Hop...

Esta é uma notícia extraordinária que certamente atrairá a Comunidade Hip-Hop Mundial... A Conspiracy Worldwide Radio”, emissora inglesa especializada na temática do Hip-Hop, acaba de lançar uma Rede Social – nos moldes similares do Facebook, Orkut e MySpacevoltada exclusivamente aos Hip-Hoppers: a Conspiracy Connect”... 

No Conspiracy Connect você terá à mão as funcionalidades de postagens textos, fotos, vídeos, links, etc... Basta criar um Perfil, da mesma maneira que as outras redes requerem.

Além de construir uma rede social livre de spams e vírus, a Conspiracy Worldwide tem a intenção de trabalhar ainda mais ativamente pela Cultura Hip-Hop, promovendo um grande intercâmbio entre os Movimentos de todo o planeta, impulsionando trocas de experiências, projetos e negócios em geral.
Outro importante passo será o Hip-Hop Brasileiro se envolver nesta grande iniciativa, em prol da ampliação de nossos trabalhos e a possível versão em português da rede para facilitar também a navegação por entre o Território Nacional.
Acesse http://www.conspiracyuk.com e esteja conectado com o Hip-Hop mundo a fora!!!

Peace, Unity, Love and Having Fun!!!

 DJ TR.


        
 

domingo, 29 de maio de 2011

Abdias do Nascimento – mais um Guerreiro descansa o Sono dos Justos...

Morreu na noite desta segunda-feira (23/05/11), o ativista da causa afro-brasileira “Adbias do Nascimento”. Abdias tinha 97 anos e estava internado há mais de dois meses no Hospital dos Servidores do Estado, no Centro do Rio, onde tratava de diabetes... 

Ao longo de sua militância Abdias criou, em 1944, o “Teatro Experimental do Negro”, além de ter sido eleito Deputado Federal e Senador.

Poeta, escultor, ator e escritor Abdias sempre utilizou expressões artísticas para questionar a sociedade em que vivemos e conscientizar a Comunidade Negra acerca de seus direitos.   

Foi professor benemérito da Universidade do Estado de Nova York e doutor em “Honoris Causa” pelo Estado do Rio de Janeiro e pela Universidade de Brasília. 

Autor de livros, como “Sortilégio”, “Dramas para Negros e Prólogo para Brancos”, “O Negro Revoltado”, Abdias Nascimento tinha o sonho similar ao de Martin Luther King: um Brasil mais igual para todos!  
O governador do Rio de Janeiro, “Sérgio Cabral”, lamentou a morte de Abdias, divulgando em nota:

“Abdias Nascimento foi um grande homem e pioneiro na luta pelos Direitos dos Negros no Estado do Rio de Janeiro, servindo de exemplo para todo o país. Foi, durante toda a sua brilhante trajetória de vida, um ativista incansável. É incontestável que Abdias Nascimento tenha exercido papel fundamental na garantia dos Direitos à População Negra. A sua morte é uma perda para toda a sociedade, mas o seu exemplo e as suas conquistas serão para sempre reconhecidos”.

Em um trecho do e-mail enviado pela “Zulu Nation Rio de Janeiro”, em nome da “Zulu Nation Brasil” e do Movimento Hip-Hop Nacional, à viúva de Abdias, “Profa. Elisa Larkin Nascimento”, o coordenador da entidade, “DJ TR” diz:

“O Movimento Hip-Hop Brasileiro não dará seu último Adeus Abdias do Nascimento, porque seria interrar todo um sonho de liberdade do nosso Povo construído por suas hábeis idéias. Da mesma forma que Gandhi, Luther King, Malcolm X e Zumbi dos Palmares são lembrados por seus grandes feitos em favor das populações oprimidas, devemos manter o espírito de Abdias do Nascimento vivo entre nós, a fim de que novas lideranças sejam inspiradas a continuar esta árdua – porém nobre – tarefa de lutar pelas causas das Populações Descendentes da Diáspora Africana em nosso país, para que um dia deixemos de ser definitivamente senzala, para nos tornarmos um reino de etnias rico em Cultura, Arte, Oportunidades e Igualdade para todos, independendo o Credo, a Cor ou a Raça do Cidadão de bem...”.

Abdias do Nascimento, o Movimento Cultural Hip-Hop o saúda! 

DJ TR.


O Rap fica órfão de seu Avô, Gil Scott-Heron...


Morreu na noite de sexta passada (27/05/11) aos 62 anos o ativista, músico, escritor e poeta afro-americano Gilbert “Gil” Scott-Heron, ou simplesmente “Gil Scott-Heron”, como era mundialmente conhecido o autor do famoso poema/canção “The Revolution Will Not Be Televised” (A Revolução Não Será Televisionada), clássico primário que estimulou a forma discursiva e reflexiva para a criação da música “Rap” que conhecemos na atualidade...

De acordo com a sua gravadora, XL Recordings, o Heron faleceu em um hospital de Nova York, por causas ainda desconhecidas.


Nascido na cidade de Chicago em 1949, Gil Scott-Heron ficou conhecido inicialmente por sua poesia e discursos no final dos anos 60, período em que os EUA era palco da luta pelos direitos civis.

Seus primeiros álbuns, “Pieces of a Man'” e “Winter in América”, deram a Heron notabilidade junto à comunidade do Hip-Hop americano, influenciando inclusive o lado ativistas de muitos rappers. Aliás, o grupo de estilo Electrofunk, “COD” trouxe em 1983 às paradas de sucesso o remake do clássico de 1974, “The Bottle”, diga-se de passagem, sucesso absoluto nos bailes de subúrbio do Rio.

Em novembro do ano passado Scott-Heron teria se apresentado em São Paulo – a Meca do Hip-Hop Nacional –, se não fosse o cancelamento de sua vinda por motivos de saúde. O artista aproveitaria este momento para apresentar seu último álbum, “I'm New Here”, e o primeiro em mais de 13 anos, lançado oficialmente nos EUA em fevereiro de 2010.

Gil Scott-Heron será eternamente lembrado por letras inspiradas na sua luta contra o vício das drogas e álcool, além de seu ativismo no combate ao racismo da classe média americana contra afro-americanos...



R. I. P.

DJ TR.





segunda-feira, 23 de maio de 2011

King Nino Brown desvenda as curiosidades da Cultura Hip-Hop no CCBB...

Ele é um dos membros mais importantes do Hip-Hop Nacional, Pesquisador do gênero e Fundador e Coordenador de uma entidade que representa a principal Escola de Hip-Hop do mundo no Brasil, a “Zulu Nation Brasil”...

 
Este é Joaquim de Oliveira Ferreira, ou “King Nino Brown”, como é popularmente conhecido o Pernambucano que se criou desde os 12 anos na favela do Jardim Calux, em São Bernardo do Campo, onde se tornou metalúrgico e passou a ter seus primeiros contatos com a Cultura Black nos bailes da região tornando-se soulman e posteriormente DJ durante os áureos anos 70. Aliás, King Nino Brown é ex-integrante da “Funk & Cia”, crew de B. boys migrada da Cultura Soul para o Hip-Hop nos anos 80, após a extinção do antigo Movimento Black em São Paulo. 

Além de ter sido o fundador da Zulu Nation no Brasil em 2002, Nino Brown, foi reconhecido no ano passado pela Câmara Municipal de Diadema com o “Título de Cidadão Diademense”, pelos bons serviços prestados ao município, por meio de ações sócio-culturais do Hip-Hop.

Outra atribuição recentemente recebida por King Nino Brown, foi o título de Ministro-Chefe do Conselho dos Ministros-Chefes da Universal Zulu Nation de Nova York, consagração este que lhe dá plenos direitos de intervir em quaisquer ações concernentes à Cultura Hip-Hop em qualquer parte do Planeta.

E se você ficou curioso em conhecer de perto este ícone do Hip-Hop Brasil e suas brilhantes experiências na área, não deixe de visitar o CCBB, nesta 3ª feira (24/06), onde Nino será uma das atrações em “Um Outro Olhar Sobre Ele”, evento mensal que desde o mês de maio vem reunindo em sua programação Hip-Hop, Funk, Samba, Atitude, Cultura e Protagonismo manifestações culturais que emergem das camadas populares para interagir com a sociedade atual de maneira positiva... O evento ainda conta com a apresentação especial do “Grupo de Break Consciente da Rocinha – GBCR”, que mostrará através de uma encenação musical, o olhar de quem é nascido e criado numa comunidade assolada pelo contraste social...

Paz e Respeito!!!

DJ TR.



Saiba mais:
• Dia 24 de maio
12h30 |
Desafio “Batalha de B.boys e B.girls
17h00 |
Palestra “A história do Hip-Hop” com King Nino Brown
19h00 |
Apresentação musical “GBCR”
Serviço:
Data: 10 e 24 de maio
Horário: Terça, às 12h30 e 19h
Local: Teatro II | Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Bilheteria/Informações: Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefone: (21) 3808-2020
Ingressos: R$ 6 (inteira) | R$ 3 (meia entrada para estudantes, professores, funcionários e correntistas do Banco do Brasil e maiores de 60 anos)
Classificação indicativa: Livre

terça-feira, 3 de maio de 2011

Public Enemy, George Clinton e Redman puxarão o Bonde Sonoro do Black na Cena Music Festival em Julho…


Depois de uma longa entressafra dos Megaeventos Black, São Paulo desta vez retorna com força total. Trata-se do “Black na Cena Music Festival”, evento que reunirá os principais nomes das cenas Black nacional e internacional…
Durante três dias ininterruptos a Terra da Garoa se tornará a anfitriã dos ritmos Funk (anos 70), Soul e Hip-Hop, tudo isso nas últimas semanas de Julho! Um dos ícones do Funk, “George Clinton”, do grupo Parliament-Funkadelic, e os rappers “Public Enemy” e “Radman” são as principais atrações internacionais.
No dia 22, a programação ficará por conta de “George Clinton”, “Sandra de Sá” e o “Baile do Simonal”, uma homenagem ao eterno “Wilson Simonal” a cargo de seus filhos “Max de Castro” e “Wilson Simoninha”. No dia 23, será a vez de “Marcelo Yuca” e “Xis” esquentarem o line-up que fechará a noite com um dos grupos de Rap mais politizados do planeta, o “Public Enemy”. No dia 24, o Hip-Hop toma conta de vez do espaço provando que São Paulo ainda é a Meca do Movimento no Brasil com as presenças do cantor e ator americano “Redman”, que receberá as considerações de boas-vindas dos pioneiros da cena nacional “Thaíde” e “Racionais MCs”.
 
Além dos nomes citados acima, mais 20 nomes nacionais e internacionais, em mais de 30 horas de música, se apresentarão no evento,  segundo informações do site oficial. Os ingressos para o Black na Cena começaram a ser vendidos na quarta-feira retrasada (6) por R$ 100 e R$ 50 (meia-entrada), preço do primeiro lote, por meio do site.
Periodicamente por aqui, você ficará a par da história das atrações principais “Black na Cena Music Festival”
Aguarde!!!

DJ TR.
“Black na Cena Music Festival”
Local:
Arena Skol Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 – Santana
São Paulo 02012-021
Tel.: (11) 2226-0400
www.anhembi.com.br
Dia 22:
George Clinton * Sandra de Sá
Baile do Simonal (Max de Castro & Wilson Simoninha)
Dia 23:
Public Enemy * Marcelo Yuka * Xis
Dia 24:
Redman* Racionais MCs * Thaíde

domingo, 17 de abril de 2011

“The Mexican”, o Hard que se tornou o Hino dos “B. Boys” em todo o mundo...

Funk (anos 70), Soul, Rock, Jazz, Soca, Salsa, Calypso, Reggae, Techno Pop Europeu e variados ritmos Africanos sempre fizeram parte da eclética trilha sonora dos B. Boys, desde a popularização das Block Parties trazidas da Jamaica pelo ilustre “DJ Kool Herc”. Com o desenvolvimento da técnica conhecida por back-to-back durante os anos 70 pelo próprio Herc – que consistia no aproveitamento dos trechos instrumentais de duas réplicas de um mesmo álbum, dando o sentido de uma extensa linha de groove –, tais gêneros se fundiram culminando no primeiro passo para a música eletrônica, que ficou conhecida como “Breakbeat”.  Dentro da gigantesca e complexa árvore da Black Music, o Breakbeat está compreendido pelos seguintes ritmos: Hip-Hop (Electrofunk inicialmente), Dancehall, Uptempo e Grime...

A partir dos anos 80 outros ritmos se associaram à rica trilha sonora dos B. Boys, como foi o caso do “House Music” (Electrofunk, Disco, Synthpop e Deep) e o “Urban Contemporary” (R&B Contemporâneo, Rap e Flogger), isto sem falar no “Miami Bass” (de Miami) e no “Freestyle Music” ou “Latin Freestyle” (de Nova York) desenvolvidos a partir do Electrofunk de “Afrika Bambaataa”.

Diante de toda esta fonte inesgotável de sons variados apoiados por muitos DJs-produtores ao longo da história do Hip-Hop, como uma banda inglesa de Hard Rock anos 70, caiu na graça dos dançarinos de rua do mundo inteiro e inexplicavelmente até os dias atuais faz o diferencial nas rodas de Break...?! 

Este é caso deThe Mexican”, faixa do álbum “First Base”, de 1973 (primeiro álbum de carreira da banda inglesa de Hard Rock “Babe Ruth”), que se tornou uma das experimentações de “Alan Sharlock”, líder, compositor e guitarrista da banda, pois fugia aos padrões do Hard e ia ao encontro de novas propostas sonoras. Em The Mexican, percebem-se nitidamente influências da obra do imortal maestro e compositor “Ennio Morricone” (artista de vasto currículo em trilhas sonoras para a sétima arte) para o tema principal do filme de faroeste “Por uns Dólares a Mais” (For a Few Dollars More), de 1965, do diretor italiano “Sergio Leone”, com “Clint Eastwood” no papel principal de “Monco”, um caçador de recompensas. Mas as influências não param por aí: The Mexican se tornou ainda mais atraente em 1984, quando a criatividade do DJ John “Jellybean” Benitez, que buscava novas sonoridades para as pistas de dança, veio à tona ao remixá-la, tendo o privilégio de contar com a participação especial da cantora original da banda, Jenny Haan”. Como uma luva, The Mexican ganhou uma vida nova graças às influências latinas de Jellybean (natural do South Bronx), conquistando naquele ano o primeiro lugar na “Billboard Dance Charts”. Jellybean também é responsável por retrabalhar renomes do cenário musical como “Jocelyn Brown”, “Whitney Houston”, “George Benson” e “Madonna” além de contribuir para a trilha dos filmes “Flasdance”, “Footloose”, “Top Gun” e “De Volta para o Futuro”.  

E como uma Fênix renasce das cinzas, a dupla de DJs conterrâneos de Babe Ruth, Deekline”  e “Tim Healey” ressuscitaram The Mexican em uma versão eletrônica mais moderna, trazendo também na nova bagagem um vídeo produzido na Austrália por “Tanya Babic”, que contou com o apoio da crew local “Robotek”.

Ter The Mexican como um clássico do Hip-Hop através dos B. Boys aponta a cada momento que o Movimento é algo híbrido, capaz de associar-se a muitas culturas ao mesmo tempo, sem desligar-se de suas raízes afro-diaspóricas. Um brinde a democracia consciente do Real Hip-Hop...       

Rocks Tha House!

DJ TR.

sábado, 12 de março de 2011

O Pai do Hip-Hop Nacional Troca de Família temporariamente...


Nelson Triunfo cumprimenta Hugo ao estilo Black

Exibido na quinta-feira passada (01/03/11), no horário das 23h15, o primeiro episódio do programa "Troca de Família" (Rede Record), contou nesta nova edição com  a participação ilustre de um dos precursores do Movimento Hip-Hop Nacional,  "Nelson Triunfo".

Como é de costume em Troca de Família,  Triunfo trocou de lugar com o empresário "Hugo Alves Prado" - que goza de uma vida altamente confortável em Belo Horizonte -, seguindo uma das intenções do programa, que é provocar propositalmente reações comportamentais de ambos os lados, a fim de que sejam observadas as diferenças entre culturas em meio a diferenças familiares... 
 
 Nascido em Sítio Caldeirão, na cidade de Triunfo (PE), em 28 de Outubro de 1954, Nelson Gonçalves Campos Filho, ainda criança envolveu-se com os ritmos do "Frevo" e do "Maracatu", chegando a fazer parte do bloco local "Cambinda Maracatu". Convertido ao "Movimento Soul" no início dos anos 70, o jovem Nelson adaptou-se rápido a nova propósta, devido suas habilidades de dançarino. Premonição ou não, suas breves estadas por Paulo Afonso (BA) e Ceilândia (DF) conduziram-no a um lugar onde as vertentes da "Cultura Black" se encontravam reunindo um número considerável de adeptos, São Paulo.

Era o ano de 1977 e na Praça Ramos de Azevedo (em frente ao extinto Lojas Mappin) aconteciam os encontros de “troca de idéias”, uma espécie de concentração para a troca de informações sobre o Movimento Black,  antes dos soulmen seguirem para os principais eventos da cidade, como acontecia todas as sextas-feiras em espaços como o Salão do Blum, Guarulhão, Guilherme George, Atlética São Paulo e Kakareco’s. O clássico de “Black Soul Brothers”, do cantor black baiano "Miguel de Deus", trouxe inspiração para Nelson - que ficou conhecido popularmente como "Nelson Triunfo" ou simplesmente  "Nelsão" - formar com seus amigos o trio "Pierre, Nelsão, Formigão e sua Massa", que rapidamente conquistou espaço nos principais eventos da capital paulistana, até alcançar os famosos bailes da equipe "Chic Show", no Clube do Palmeiras, onde conheceram  Mr. Lila, Preto Lino e Serginho e formaram juntos o grupo de dança "Funk & Cia". Em 1980 o Funk & Cia foi premiado pelas equipes de som de São Paulo como "O Melhor Grupo de Dança Popular do Brasil" e se tornou a principal referência em dança da Cidade, organizando ensaios nas praças, centros esportivas e bailes.

1983... Com o atropelo da "Disco Music" nos principais veículos de comunicação da época, o "Soul" se extingue, porém, em seu lugar surge uma nova dança, também gerada nas ruas, a "Break Dance". Informados de que os B. Boys  (dançarinos de Break) se reuniam em locais públicos de grande aglomeração popular, o Funk & Cia, fez da Rua 24 de Maio, com a Dom José de Barros, no centro de São Paulo, o principal ponto de encontro dos dançarinos de rua, abrindo assim oficialmente as portas do Hip-Hop no Brasil, por meio da  “Break Dance”. Neste mesmo período o programa de auditório do apresentador “Silvio Santos”, exibido pela extinta TVS, promoveu concursos para divulgar a Break Dance, e Nelsão, mesmo não conhecendo totalmente os movimentos dos B. Boys, aceitou o desafio e compareceu a emissora. Em pouco tempo a presença da Break nas principais capitais do país se tornou contagiante e o Funk & Cia passou a excursionar por todo o mapa divulgando a nova dança de rua para os novos e futuros  adeptos. A notoriedade conquistada pelo grupo propiciou sua participação na vinheta de abertura da  novela das oito "Partido Alto", exibida pela TV Globo, em 1984.
 Ativista Social, Soulman e Pioneiro na Arte do Hip-Hop no país, estes são alguns dos atributos de Nelson Triunfo, que durante os anos 90 foi convidado a dar continuidade a mais um episódio na história do Hip-Hop no Brasil ao integrar ao projeto da "Casa do Hip-Hop de Diadema", apoiado pela Prefeitura Municipal de Diadema, em prol do resgate de jovens em situação de risco, realizando atividades sócio-educativas estimuladas pelos elementos do Hip-Hop, no município de Diadema (SP). E dentre os muitos feitos de Nelsão junto à Sociedade através do Hip-Hop, em 06 de julho 2008 suas boas ações foram reconhecidas pelo vereador Chico Macena (PT), que o congratulou com "Título de Cidadão Paulistano", emitido pela Câmara Municipal de São Paulo.

A fascinante história de Nelson Triunfo será retratada agora em livro, pelo jornalista "Gilberto Yoshinaga", com publicação prevista para o primeiro semestre deste ano, com o título "Nelson Triunfo - Do Sertão ao Hip-Hop". Sua história também terá notoriedade no documentário "Triunfo", a ser lançado em 2012.
 
Nelson Triunfo, sem sombra de dúvidas, pode ser considerado ao lado de nomes importantes como "King Nino Brown", "Thaíde", "DJ Hum", "Gerson King Combo", "Dom Filó" entre outras tantas personalidades brasileiras, um herói do nosso século. E aparições de pessoas como ele em qualquer meio de comunicação, estimulam nossa geração mais atual ao interesse de saber sobre quão valiosa é a sua contribuição para que Movimentos Humanitários como o Hip-Hop permaneçam vivos em benefício dos nossos jovens...
 
Vida Longa a Nelson Triunfo!
 
DJ TR.
 

 
Asssita:
 
Troca de Família (Parte I)
 
Programa do Jô (Parte I)
 
Vinheta da Novela Partido Alto